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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

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Dia dos Namorados

Ainda faltam sete dias para o Dia dos Namorados e já estou fartinha da data.

Nada contra os namorados no geral ou contra o amor em particular. Mas francamente esta sobrecarga psicológica e comercial de sugestões, promoções, refeições, estadias e outras coisas que tais alusivas à data já me começa a mexer com o sistema nervoso.

Há alguma necessidade de me sobrecarregarem o meu mail com tanto correio alusivo ao Dia dos Namorados?

Alguma necessidade de as lojas todas terem as montras cheias de corações até à exaustão?

Que enjoo.

A sério. Quando uma pessoa está apaixonada, que eu saiba, não precisa de um dia específico no calendário para celebrar, certo?

"O imperador Cláudio II, durante seu governo , proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, se não tivessem família, alistar-se-iam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Astérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.

Entretanto, desde 1969 sua data não é mais celebrada oficialmente pela Igreja Católica em função da precariedade de comprovações históricas que levam em questão até mesmo a sua existência."

Isto é o que a wikipédia diz sobre o tal de são valentim.

E pergunto eu, se existem dúvidas sobre a sua existência, como aliás sobre a existência dos seus colegas santos, porque raio de carga de água é que se há-de celebrar o amor neste dia?

Não me apetece e pronto.

Irritam-me estas datas inventadas pelos americanos, importadas pelos portugueses, que não contentes com as suas desgraças ainda importam as alheias e por isso acho francmaente que não passa de um pretexto para se gastar dinheiro.

Senão veja-se:

Começa-se a planear o dia, geralmente a noite, pois de dia as pessoas trabalham.

Portanto ou se reserva mesa num restaurante, cheios até à porta e que geralmente não servem lá muito bem nestes dias. Porquê? Ora, porque os cozinheiros, ajudantes, empregados, etc., também têm namoradas, namorados, maridos, mulheres, amantes... E portanto estão a trabalhar contrariados porque queriam estar eles próprios num qualquer restaurante a ser servidos de má vontade por outros que... Já perceberam, certo? É um ciclo vicioso.

A alternativa? Fazer um romântico jantar em casa. 

Problema 1, o que raio é que se cozinha para um jantar romântico? Sim, porque não é nada romântico comer coisas como entrecosto, queixadas de porco, feijoada,sei lá, essas coisas. E o esparguete, francamente também só é romântico na "Dama e o Vagabundo". Na vida real sugar o esparguete não tem nada de sexy.

Portanto há que perder um serão a pesquisar na net, nos livros de culinária, etc, o menú perfeito para uma no ite especial. E lá se vai a boa disposição na hora de deitar e encostar. A pessoa está irritada porque nada lhe parece suficientemente romântico, afrodisiaco, etc, para a noite do dia dos namorados.

Problema 2, a falta de tempo, claro. As pessoas trabalham e quando chegam a casa já em cima da hora não têm tempo para grandes produções culinárias. Solução: Começar a preparação de véspera. Lá se vai mais uma noite que podia ser de sexo escaldante perdida a preparar um jantar para um dia especial.

Problema 3: Há que chegar a casa, finalizar o jantar, pôr a mesa, tomar banho, vestir uma lingerie sexy e provocante, uma roupinha a combinar e estar linda e maravilhosa, ou lindo e maravilhoso, para quando chegar o objeto da nossa paixão. E não esquecer de acender as velas. Que jantar romântico sem velas não existe. Se bem que como qualquer ser humano normal e mesmo que se bebam uns quantos red bulls pelo meio já estamos um bocadinho cansados. 

Problema 4: mantermo-nos acordados até ao fim do jantar e ter depois a vontade de uma escaldante noite de sexo, depois de duas noites perdidas na preparação da noite mais romântica do ano.

Solução? Simples. De vez em quando temos folgas, temos sábados e convenhamos, continuamos apaixonados, certo? Não é dia dos namorados? E então? Isso é só uma datazinha no calendário.

Mas é um dia em que temos tempo, disposição, nos lembramos muito bem de qual é a comida preferida do nosso namorado, namorada, marido, mulher, amante... é um dia em que podemos cozinhar mais cedo, tomar banho demorado, pôr todos os cremes a que temos direito, perfume, maquilhagem, ou não dependendo dos casos, passar na sex shop e comprar uma surpresa e depois de um jantar sem pressões ter uma bela e escaldante noite de sexo.

Porque no fundo, é a isto que tudo se resume, não é verdade?

Os presentes, as flores, os chocolates, os corações, a lingerie, a comida, é tudo para chegar aos finalmentes, ou seja - cama.

Portanto, deixem-se de coisas e sejam mas é felizes, apaixonados e espontâneos todos os dias e não com data marcada.

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