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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

As Sombras de Grey

Andei durante muito tempo a resistir a comprar a trilogia da E L James. Contrariamente aos meus príncipios até li os resumos na parte de trás dos livros e achei que estava ao nível da Nora Roberts. Não que eu tenha alguma coisa contra a Nora Roberts. Tenho imensos livros dela, que gosto de ler nos aviões, na praia e quando preciso de "desligar o cérebro". Funciona para mim como as telenovelas, estão a ver?

No dia do livro fui fazer uma visita à Betrand do shopping em frente à minha casa e entre uma coisa e outra acabei com o primeiro livro da trilogia de Grey na mão. E pensei cá para comigo: "Leio este, percebo que não tem nada a ver comigo e arrumo a questão".

Portanto rumei a casa com um saquinho onde, entre outras coisas, vinha "As Cinquenta Sombras de Grey".

Comecei a lê-lo e a perceber que ia ter dificuldade em parar antes de terminar o volume, que, só para que conste tem 547 páginas. Em menos de 24 horas e com as tarefas habituais do dia-a-dia de uma mãe, mulher, trabalhadora, cozinheira e etc, estava lido. Pior, estava ansiosa pelo volume seguinte. 

Racionalmente não conseguia perceber que raio é que me agarrava à história daquela forma, mas a verdade é que estava agarrada. e como até sou rapariga de pouquissimos vícios achei que não vinha deste mal ao mundo.

Lá rumei novamente à Bertrand e comprei os dois volumes seguintes. Por esta altura já tinha percebido que não me ia ficar pelo segundo volume, portanto mais valia despachar logo a coisa de uma vez. 

As 572 páginas de "As Cinquenta Sombras Mais Negras" voaram diante dos meus olhos e passei rapidamente às 621 páginas de "As Cinquenta Sombras Livre" e quando terminei dei um daqueles suspiros profundos, que só as mulheres sabem dar e continuei sem perceber porque raio me tinha viciado tão rápida e furiosamente na trilogia.

Tenho andado a ponderar neste assunto, nada obsessivo, entenda-se, mas a ponderar, que eu gosto de perceber as coisas.

E começo a achar que já percebi, ou pelo menos em parte.

O Grey dos livros é um homem que é apresentado e descrito como o sonho de qualquer mulher (pronto, eu tenho 46 anos e já passei um bocadinho a fase de sonhar em conhecer o George Clooney, mas somos sempre mulheres, até morrermos...). É uma brasa, o Grey, note-se. É rico, não se poupa a esforços para agradar e tem um lado obscuro que é sempre interessante. Como diz um amigo meu, as mulheres apaixonam-se pelo príncipe encantado, mas vão para a cama com o lobo mau". E o Grey é um dois em um - príncipe encantado de um lado e lobo mau do outro.

Mas acima de tudo tem uma coisa a que mulher nenhuma resiste - imensas coisas para mudar. Certo?

E ele muda ao longo dos três volumes, até se tornar num homem mais ou menos normal. E muda exatamente pelo motivo porque todas nós queremos que os nossos homens mudem - por amor.

O Grey vai resistindo, mas lentamente vai mudando porque está apaixonado e não consegue viver sem a rapariga. 

E isso é o sonho de qualquer mulher, que um homem se apaixone por ela de forma a fazer tudo para lhe agradar. É isso que andamos à procura, ainda que inconscientemente, ou não tão inconscientemente quanto isso...

E portanto a leitura de três volumes que totalizam uma maravilha de 1740 páginas(ufa) envolvem-nos porque estamos a ler aquilo que queremos viver. 

Claro que as cenas de sexo também ajudam. As dos livros, claro. Pronto, as da vida real ajudam muito, mas não é disso que estamos a falar. 

As cenas dos livros são quentes, envolventes e mesmo quando metem os objectos do quarto do prazer (deve ser interessantíssimo viver numa casa com um quarto destes), e apesar do receio que alguns deles possam inspirar a curiosidade é sempre mais forte do que o medo.

Quem é que não gostava de conhecer um Christian Grey? Acho que todas as mulheres adoravam. Mesmo as que são casadas e felizes como eu. É aquela ideia da aventura, do proibido e a ideia de se ser amada para além do limite do razoável. 

Interessante esta trilogia de Grey. 

E L James há mais destes na manga? Manda cá para fora que sou rapariga para me voltar a deixar convencer. 


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