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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Da minha infância... outra vez

De facto há coisas que mexem com as nossas memórias mais antigas. Esta fotografia foi partilhada por alguém no Facebook e quando olhei para ela viajei no tempo até à minha infância, mais pecisamente aos verões da minha infância.

Nasci no Alentejo, no monte onde o meu avô morava, num quarto que tinha em frente à janela uma bela figueira debaixo de cuja sombra brinquei, fiz piqueniques, fui feliz, muito feliz.

A cozinha era tal e qual a da foto, havia uma grade, com camarões onde se penduravam os tachos, as cafeteiras e os púcaros e ao lado uma estante onde estavam os pratos. Na mesa da cozinha, numa gaveta estavam os talheres. De alumínio, que é uma coisa que já não existe. A sério quem nunca comeu sopa com colher de alumínio não sabe o que é sopa. Havia ainda uma base com uma bacia de lavatório e um jarro com água para lavarmos as mãos e um cântaro de barro, não pedrado, esses eram para quem tinha mais dinheiro, com um texto e um púcaro para beber água. A melhor e mais fresca água que se pode beber. Anos mais tarde comprei um cântaro e trouxe para a minha casa e um dos meus sobrinhos adorava beber a água fesquinha pelo púcaro e dizia-me deliciado: Tia a tua água é 'celente! 

A casa do avô era pobre, mas juro que foi dos sítios onde fui mais feliz na minha infância. Provavelmente o único onde isso aconteceu.

Sou filha única e por isso ir para casa do avô no verão significava companhia para brincar e muita liberdade. 

E na minha memória ficaram cheiros, cores, sabores... O cheiro da terra molhada com as inevitáveis chuvas dos últimos dias de agosto, o cheiro da sopa de feijão com couves feita na panela de ferro ao lume na casa da minha tia, o cheiro do sabão azul e branco com que tomávamos banho, o cheiro doce dos figos da índia, o cheiro do meu avô. Ele cheirava sempre a lavadinho. Tão bom. Tenho tantas saudades. O cheiro da lareira onde se cozinhava fosse verão ou inverno.

A cor do céu de verão, do nascer e do pôr do sol. A cor da água da barragem onde nos refrescávamos deliciados numa época tao longinqua que eu ainda nem tinha horror à água fria. A cor do trigo pronto a ceifar, do feijão verde, das alfaces, dos tomates e das abóboras na horta da minha tia. A cor do meu cabelo, quase branco depois de um verao inteiro ao sol, quando ainda não tinham inventado o cancro de pele, etc.

Os sabores dos rebuçados de osso (pronto, ok, eram de açúcar, mas tinham feitio de osso) que compravamos na tasca do senhor João, no Castelo, o sabor dos peixes acabados de apanhar na ribeira de S. João, das perninhas de rã (já sei, já sei...), o sabor dos gelados de groselha feitos nas couvetes do frigorifico, o sabor da tal sopa de feijão com couve, do poejo, da hortelã brava, dos coentros que ainda hoje perfumam quase todos os meus tachos, das amoras acabadinhas de colher e comidas tão quentes que é espantoso como não morri de... enfim, vocês sabem de quê.

O bom que é beber água fresquinha saída da bica da fonte Pales, o bem que sabe apanhar os figos e comê-los logo ali, quentes, com pó, mas bons, doces como não se vendem no supermercado. 

E o mel da silva, como o meu pai lhe chamava. Quando as silvas das amoras começam a ficar semi-secas, o meu pai abri-as com um canivete alentejano e lá dentro existiam umas pequeninas bolinhas amarelas, doces, doces, como mel. Das silvas, lá está.

E comer azeitonas ainda tão azedas que ficavamos com a boca forrada. E beber leite acabado de tirar da cabra. E contar as estrelas e pedir muitos desejos de cada vez que víamos uma estrela cadente. E víamos tantas. 

E apanhar pirilampos, pô-los debaixo deum copo e no dia seguinte ter lá um tostão (nem sei quanto é em cêntimos), que juntávamos e usavamos para comprar porcarias.

Comer pão acabado de cozer com muita manteiga a escorrer pelos dedos. Comer boleima como se não houvesse amanhã. 

Comer um achigã assado com molho de poejo sem garfo ou faca, com as mãos e chupar os dedos no fim. 

Uma falta de educação, mas tão bom. Não há nada melhor do que ser criança, comer uma coisa de que se gosta e chupar os dedos no final.

Tão bom ser criança.

Tenho tanta pena destes miúdos de hoje que não têm uma infância assim e vivem esterelizados e desinfectados em apartamentos igualmente esterelizados e desinfectados. 

Tenho mesmo. É tão bom sujarmo-nos, fazer nódoas negras, arranhões nos joelhos, chupar os dedos, comer pó e amoras quentes e figos acabadinhos de apanhar. Tão bom. Fez-me tão bem e deixou-me as melhores memórias que alguém pode ter. 

Também me deixou algumas cicatrizes no joelhos, mas isso só me fez bem.

TV Rural de regresso? Eu quero!

TV Rural de regresso?

Finalmente ouvi hoje de manhã uma notícia que me fez concordar com este governo. Os senhores deputados (?), do PSD e do CDS querem que a RTP volte a ter um programa na onda do antigo e saudoso (pelo menos para mim), TV Rural.

Eu aplaudo e estou muito de acordo.

Primeiro porque lembro-me muito bem de ser uma telespectadora fiel e assídua do TV Rural e de adorar o Engº Sousa Veloso.

Depois porque, se escolherem bem o apresentador e a fórmula do programa, é de facto o tipo de coisa que é serviço público de televisão.

O TV Rural ensinou-me muita coisa. Foi com o Engº Sousa Veloso que eu descobri a diferença entre maçãs starking, golden, camoesa, bravo Esmolfe e outras. Foi com ele que descobri as diferentes variedades de tomates, batatas, pêras, vacas, ovelhas, coelhos e etc.

Ora se eu, que fui criada no campo, aprendi muita coisa com o TV Rural, imaginem lá estas crianças de hoje que na sua maioria estão convencidas de que os ovos nascem numa caixa no supermercado e que o leite aparece miraculosamente nos pacotes?

Está bem que eu tinha pouca opção de escolha, ou via o TV Rural ou não via nada, mas lembro-me perfeitamente de ligar a televisão e ficar à espera do engº Sousa Veloso e de repetir com ele a frase com que habitualmente se despedia: “Senhores telespectadores, despedimo-nos com amizade, até ao próximo programa”.

E se acham que eu estou a exagerar, leiam com atenção:

Há uns anos atrás, quando eu ainda morava numa quinta (agora sou uma criatura citadina e vivo num apartamento), recebemos de visita um casal amigo com dois rapazinhos gémeos, na altura com uns cinco/seis anos.

Num passeio pela quinta, as minhas filhas ficaram chocadas quando descobriram que os gémeos estavam prestes a comer a terra junto ao tronco das árvores. Estão a ver aquela rodela à volta das árvores, onde a terra é mais lisinha e que quando começa a ficar mais sequinha abre rachas?

Pois os gémeos também viram e acharam que era chocolate. Portanto vá de comer.

As minhas filhas, que são animaizinhos de campo, agora adaptadas à cidade, lá impediram os dois miúdos de se banquetearem com o “chocolate” e contaram-me a história entre gargalhadas, com o comentário final “Que ignorância!”.

É um pequeno exemplo, mas ilustra bem a desgraça que é a cabeça de muitos miúdos de apartamento que pouco ou nenhum contacto têm com o campo.

Ah e tal porque os pais podem sempre levá-los a uma quinta pedagógica. Pois podem, mas não há nada como o contacto com a natureza.

O que não quer dizer que o TV Rural, se voltar, venha a colmatar esta falha. O mais certo é que nenhum garoto o veja, porque duvido que venha a ser tão interessante como era o antigo.

Mas continuo a achar que faz falta, sim senhor.

TV Rural de volta. Eu apoio!

Duodécimos e o meu recibo

É a palavra do momento - Duodécimos!
E até sou capaz de apostar que muita gente a aprendeu nas últimas semanas. Os duodécimos invadiram a nação e andam por aí a conquistar o seu território.
Eu confesso que não tomei nenhuma decisão sem primeiro ver o impacto das novas medidas do Coelhinho e do seu melhor amigo, Gasparzinho, no meu recibo.
Mas confesso igualmente que estava aterrorizada com a ideia de olhar para o meu recibo deste mês e ver em quanto é que o meu orçamento ia ficar reduzido. É que isto de ser mãe e pai, com duas filhas na faculdade não ajuda nada à paz de espírito e tranquilidade financeira de ninguém. Mas adiante…
Portanto lá recebi, como de costume, o meu recibo por mail e andei três dias a arranjar coragem para abrir o ficheiro. E eu nem me considero uma pessoa cobarde. Mas há coisas que quanto mais tarde as soubermos melhor para o nosso coração. E o meu já resistiu a muito choque e já não via para novo.
Ao fim de três dias, perguntei a mim mesma: “Tu és uma mulher ou és um rato?”. E embora me apetecesse imenso responder: “Sou um rato!”, tive de enfrentar a dura realidade.
Estava mesmo à espera de ter de chamar o INEM por me sentir mesmo mal depois de ver o recibo, mas tenho de confessar que o impacto não é assim tão mau como isso. Pronto, é verdade que vou receber menos do que recebia, mas não tão menos como estava à espera. Também tenho que admitir que estava à espera do pior.
Por isso, e sem conselho fiscal, tomei a decisão que anda toda a gente a tomar por estes dias. Vou deixar os meus subsídios para os meses de direito, porque é para essas alturas que o meu orçamento anual está estruturado e é nessas alturas que eles me dão jeito.
No verão para pagar a primeira parte das propinas das minhas filhas e o do Natal para pagar a outra parte e comprar os presentes de Natal. Que este ano foram reduzidos ao mínimo, o que até foi bom, cansei-me menos e gastei menos dinheiro. E para quem eu queria mesmo oferecer presentes preparei uns cestinhos de Natal amorosos com biscoitos e bolachas e compotas feitas por mim e toda a gente gostou. Ou pelo menos disseram que tinham gostado e eu quero acreditar que é verdade.
Voltando aos duodécimos. Se eu optasse por receber o dinheiro mensalmente é certo e sabido que dificilmente chegaria ao mês em que necessitasse com ele em stock. Talvez conseguisse durante uns meses, mas a verdade é que é muito humano ir ajustando o orçamento à medida do dinheiro que recebemos e assim evito confusões.

De quando elas era muito pequeninas...

Ultimamente tenho andado a divertir-me imenso a ler o blogue "Pais de Quatro", do jornalista João Miguel Tavares, que me faz rir à gargalhada com as aventuras de dois adultos que vivem com quatro crianças.

E que me tem feito recordar muitas coisas de quando as minhas filhas eram pequeninas. Tenho imensa pena de que ainda não existissem blogues nessa altura e que a internet estivesse a dar os seus primeiros passos.

Ontem e depois de receber uma mensagem de uma amiga a propósito dos grafittis da filhota na parede do quarto, lembrei-me da minha maneira de ultrapassar o problema.

As minhas filhas têm 29 meses de diferença e portanto o disparate era comum às duas, com a agravante de que quando a mais nova inventava uma asneira, a mais velha mesmo que já soubesse que não devia, ia atrás. Sempre podia culpar a irmã, que no fundo era para isso que ela achava que a criança servia.

Então no quarto delas havia uma parede forrada para aí até meia altura com papel de cenário, onde elas podiam manifestar a sua criatividade à vontade. E elas cumpriam. Nunca riscaram sofás, paredes sem papel, etc. Eram muito felizes com os lápis de cera (que a mais nova também comia de forma muito aplicada, o que deu origem a várias fraldas com um toque de criatividade), com as canetas de feltro, etc.

E vivíamos todos muito felizes. 

Quando íamos a casa de alguém, elas entravam, observavam o ambiente e primeira pergunta:

- Onde é que é a 'paiede' de 'pintai'?

Perceberam?

Para elas era ponto assente que toda a gente tinha em casa uma parede onde se podia pintar. Uma casa sem parede de pintar? como é que era possível?

Modéstia à parte, acho que de todas as ideias brilhantes que eu tive para ir sobrevivendo quando elas eram masi pequenas esta foi mesmo de génio.

Modéstia muito à parte, claro.


Serviço público

Não, não ou falar da RTP. Que de facto é o canal que deve prestar o tão falado e famoso serviço público de televisão. Seja lá o que isso for...

Vou falar de um comentário que li há pouco. A respeito da vencedora de Casa dos Segredos - Desafio Final, escrevia um comentador : "O mais grave disto tudo nem a a miúda Cátia, o pior é a mensagem que se passa aos mais jovens, dando a entender que não é preciso muito sacrifício, trabalho e dedicação para se ganhar dinheiro. Grande serviço público que a TVI presta ao País. Um bem haja ao Sr. Miguel Paes do Amaral e  Média Capital. Lixo.".

Começo já por esclarecer que o objetivo deste post não é defender o programa, a TVI, ou quem quer que seja, mas simplesmente manifestar a minha opinião sobre este assunto.

Ora bem, que eu saiba a TVI não tem nenhuma obrigação de prestar serviço público, essa obrigação pertence às RTP's, que são públicas e pagas com o nosso dinheirinho. E bem que me custa ter a Catarina Furtado entre os meus funcionários, mas pronto, não há nada que eu consiga fazer quanto a isso.

Portanto são os dois canais da RTP que têm obrigação de divulgar a cultura portuguesa com tudo aquilo que ela abrange. E será que o fazem? Não tenho conhecimento suficiente da programação dos canais públicos para opinar e na semana passada fiquei agradavelmente surpreendida com alguns programas da nova grelha, por isso não vou opiniar. 

Mas sinto-me na obrigação de dizer o seguinte: 

Não tendo, de facto, a TVI a obrigação de o fazer, até acho que faz um bom serviço, Casas dos Segredos à parte.

Senão vejamos: no programa da manhã o Goucha e a Cristina (vulgo saloia da Malveira) divulgam tudo o que é produto nacional, convidam pessoas que têm novos negócios, valorizam o que é português, desde a comida ao calçado e ao vestuário, passando pela música, teatro, livros, etc.. À tarde a Fátima Lopes também dá uma ajudinha. Aos domingos à tarde têm aquele programa terrível que vai percorrendo o país de lés-a-lés e que todas as semanas tem em cima do palco carradas de artistas portugueses, alguns dos quais nunca teriam oportunidade de ir à televisão se não fosse o canal de Queluz.

Já para não falar que deve ser provavelmente o canal que mais trabalho dá aos atores portugueses nas novelas, séries, etc.

No meio desta crise até lançaram mais dois canais no cabo, um para a ficção e o outro ainda não percebi bem, mas acho que tem mais a ver com o entretenimento. Seja como for ambos significam mais trabalho para apresentadores, técnicos, operadores de câmara, maquilhadores, assistentes, atores, etc...

E por aí fora.

Eu também sou refilona, reclamo por tudo o que acho que devo reclamar, mas gratuitamente não me parece que isso esteja correcto.

Devemos reclamar quando as coisas estão mal e não são positivas, mas quando o contrário se passa... Reclamar parece ser coisa de gente ressabiada. Que, como todos sabemos é o que existe mais em Portugal.

Goste-se ou não, e como é óbvio existe muita coisa de que não gosto, na TVI e em todos os canais, a verdade é que em termos de divulgação do que é nacional, eles estão sempre um passo à frente.

Pronto, está bem, ainda não divulgaram o novo "hit" (tom irónico), do José Castelo Branco, "Libertango - I've seen that face before", que foi hoje apresentado com pompa e circunstância na SIC. 

E que dava matéria para um post. Vou pensar nisso, mas posso já adiantar que a minha vida nunca mais vai ser a mesma. A questão é que não me parece que esta falha seja relevante.

Dizer mal só por dizer mal é muito mesquinho. Mas infelizmente muito português. 

«Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!»

esta frase é atribuída ao General Galba, um enviado do imperador romano na peníncula no século III, antes de Cristo e era a sua forma de se referir aos Lusitanos, os nossos antepassados.

Convenhamos que daí até ao presente pouco ou nada mudou na mentalidade portuguesa.

O que explica muita coisa. Ai explica, explica!



Lavar as mãos no lava loiça

Não sei se será um problema dos habitantes da minha casa, ou se é uma característica generalizada ao ser humano, mas a mania que esta gente tem de lavar as mãos no lava loiça irrita-me bastante.

Ora bem, se contarmos com acasa de banho social a minha casa tem cinco casas de banho, CINCO, uma para cada um dos moradores, uma para as visitas e já nem estou a contar a da gata, claro, que também tem direitos, ora essa.

Pois com todas estas casas de banho que me dão dores de costas a limpar, o sítio preferido da minha família para lavar as mãos é onde? Na cozinha, pois claro.

Está na hora de almoço!

Lá vem alguém do escritório, passa pela cozinha, lava as mãos e vem para a mesa.

As miúdas idem.

Safa-se a gata, que, pronto tenho de confessar que nunca a vi lavar as mãos a não ser à lambidela.

Mas que raio é que se passa com esta gente?

Tenho andado a pensar nisto. Já desisti de refilar com eles. Não adianta de nada. O facto de molharem tudo à volta de cada vez que fazem a higiene manual, não significa nadinha para eles e os meus nervos não os afectam minimamente, por isso agora limito-me a suspirar (ruidosamente) e a pensar se existirá alguma maneira de os afastar do lava loiça.

Estou a começar a achar que tem a ver com o detergente da loiça. Afinal nas casas de banho existem apenas sabonetes, líquidos, sólidos, com cheiro a fruta, neutros, desinfectantes, artesanais (meu), enfim, ao gosto de cada um e às tantas esta gentinha acha que o detergente da loiça é que é de facto eficaz. 

Estranhos, muito estranhos os membros da minha família. Não que eu seja melhor, claro, mas eles também são estranhos, ainda que achem que não.

Aqui há tempos fiz um teste - tirei o detergente da loiça e meti-o dentro do armário.

- G. não há aqui nada na cozinha para lavar as mãos. 

A sério? Ele acha mesmo que o detergente da loiça foi concebido para lavar as mãos.

Oh my God! 

Desisto!

Play it again, Sam.

Pronto, eu admito. Sou uma daquelas românticas à moda antiga e tenho um fascínio por filmes lamechas e com histórias de amor impossíveis. 

E como tal Casablanca foi sempre um dos meus filmes de eleição. E hoje voltou a passar na RTP Memória. Sim, eu também confesso que sou espectadora assídua da RTP Memória.

Adoro genuinamente o Casablanca, sou apaixonada pelo Rick, Humphrey Bogart, pela história e sei de cor e salteado a letra de "As Time Goes By".

Pronto. Está tudo assumido.

Aqui há uns anos fui a Marrocos e uma das minhas exigências foi "Quero ir a Casablanca, quero descobrir o Rick's Café e tirar uma fotografia com a gabardine do Bogart".

Toda a gente tem taras e eu tenho as minhas. E esta é uma delas.

Lá fomos a Casablanca, que é linda. É uma cidade bonita e lá fomos à descoberta do Rick's Café. Que como devem calcular já não existe. Pelo menos sob a forma de clube como no filme. Mas eu sou persistente, mesmo bastante.

Por isso fui perguntando, andando e descobri que no local onde era o Rick's Café, agora existe um hotel, que ao lado do lobby tem um bar, onde encontrei... adivinhem...

A gabardine do Bogart e o piano do Sam. A traça é mais ou menos parecida com a do clube, tem aqueles tectos redondos, que afinal são uma caracteristica marroquina, por isso não é de estranhar. Fiquei tão feliz. Tenho uma foto ao lado da gabardine do Bogart e ao lado do piano do Sam.

Pronto eu sei que não é a gabardine original e o piano idem, até porque o original foi comprado recentemente pelo Leonardo DiCaprio e por um amigo.

Mas garanto que isso não me incomoda mesmo nadinha. Quando entrei no espaço e fechei os olhos consegui sentir o ambiente com os clientes, os alemães, os franceses, o Victor Laszlo, a Ingrid Bergman e claro, o Bogart, que me deu que fazer nos meus sonhos de adolescente. 

E hoje fiquei aqui a sonhar no sofá a olhar para o ecrã. E pela primeira vez reparei (e eu já vi o filme para aí umas 10 vezes), que a célebre frase "Play it again Sam", não foi dita pelo Bogart, mas sim pela sonsa da Bergman.

Peço desculpa aos fãs por chamar sonsa à rapariga, mas de facto ela era um bocadinho sonsinha. Mas tinha bom gosto para homens. Lá isso...

Isto tudo para dizer que o meu serão foi muito agradável. E que voltei a emocionar-me como sempre que vejo Casablanca. 

Caramba. Já não se fazem filmes assim. 

Maravilhoso. Obrigada RTP Memória.

Play it again some day. 

Polícias, velocidades e a minha indignação

Então hoje de manhã quando cheguei a casa com os jornais a primeira coisa que me saltou foi "Pai de Paulo Gonzo morre atropelado por um carro da polícia".

Segundo a publicação que eu li, o senhor, de 82 anos estava a atravessar a rua (fora da passadeira), quando um carro patrulha da PSP, que seguia em marcha de urgência, na zona de Benfica o atropelou. O senhor caiu e na sequência da queda sofreu ferimentos de vária ordem na cabeça, acabando por morrer no hospital.

A minha indignação não vem do facto de ele ser pai do Paulo Gonzo, como é óbvio.

A minha indignação tem outros contornos.

- Primeiro, porque raio é que um carro patrulha da PSP, segue em marcha de urgência (e a marcha de urgência não é para as ambulâncias?) a alta velocidade dentro de uma localidade, se segue em direção à esquadra e já leva lá dentro três presos? Ocorre-me que se os presos já tinham sido apanhados e já estavam controlados eles tinham tempo para chegar à esquadra e não havia necessidade de colocar cidadãos inocentes em risco, que como se verificou acabou por ser fatal. Ou será que os presos modernos têm prazo de validade e estava prestes a expirar?

- Segundo, alguém que me explique porque é que os senhores da PSP podem andar a alta velocidade numa zona urbana, sem qualquer motivo aparente. É porque se eu fizer o mesmo sou multada, apreendem-me a carta e se tiver o azar de atropelar alguém estou tramada para o resto da minha vida. Eu nem sequer posso andar a 150km/hora na autoestrada com um carro que parece que vai parado e é seguríssimo e eles podem exceder a velocidade dentro de uma localidade? Só porque são da polícia?

Ah e tal, nem quero imaginar como é que o condutor se está a sentir?

Nem eu, mas espero que se esteja a sentir bastante mal. É o mínimo, depois de ter morto um ser humano, inocente, que era o suporte da mulher, igualmente idosa e acamada.

Pronto, entra aqui o factor de eu não gostar especialmente de polícias e ter uma relação complicada com a implicância que eles têm comigo e com a velocidade a que eu conduzo. Só para que conste (o Diabo seja surdo, cego e mudo), nunca atropelei nem matei ninguém. Já me apeteceu várias vezes, mas nunca aconteceu.

A minha má relação com os polícias já vem de longe e tem os seus motivos.

Neste caso, lamento muito mas não consigo ser solidária com o polícia. Sou solidária com o Paulo, claro, que perdeu o pai desta forma violenta. Sou muito especialmente, solidária com a mãe dele que não deve estar em idade para aguentar este tipo de choque. E mais especialmente ainda com o senhor que morreu. 

Já pensaram? Uma pessoa chega aos oitenta e dois anos, sai de casa e de repente a sua vida acaba assim...

Tendo em conta que estamos em Portugal e com um bocadinho de sorte, a polícia ainda vai arranjar maneira de processar a vítima por ter atravessado fora da passadeira. O que, convenhamos não devia ter feito. Mas quem é que nunca o fez?

Então quando as passadeiras são como uma que existe ao lado da minha casa e que termina directamente num muro (sim escrevi bem, muro), não é assim tão difícil fazê-lo.

Esta história indignou-me. Muito. Acho lamentável que os polícias se julguem superiores a tudo e imunes. E que achem que as regras não se apliquem a eles.

Espero sinceramente que haja um inquérito e que o responsável seja punido. Exemplarmente para que os colegas comecem a pensar melhor.

Porque como eu já disse a um senhor fardado :"Não me fale nesse tom de voz. Quem lhe paga o ordenado sou eu e todas as pessoas que pagam impostos, o que faz de mim sua patroa e isso não é tom de falar com um patrão. O respeitinho é muito bonito".

Foi lindo, a sério! Eu do alto do meu metro e sessenta, bastante mal medido, a crescer para um polícia com o dobro do meu tamanho e o triplo da minha largura. 

Mas querem saber? Calou-se, respirou e baixou o tom de voz. Porque se ele e todos nós pensarmos bem, eu tinha razão. Nós somos oficialmente os patrões desta gente. E está na altura de começarem a mostrar mais respeito por quem lhes paga o ordenado.

Ah, porque pode acontecer a qualquer pessoa!

Pois pode. Mas se acontecer, essa pessoa está desgraçada para o resto da vida. Por isso reservo-me o direito de saber como vai terminar este caso. Vou estar atenta. 

E acho que alguém devia pensar na minha ideia, já um bocadinho antiga... Todos os cidadãos deviam ter o direito de andar munidos de um bloco de coimas (adoro esta palavra).

Vamos na rua: carrinho da polícia estacionado em cima do passeio enquanto o polícia vai ao multibanco. Sessenta euros de coima.

Carrinho da polícia em excesso de velocidade. Cento e vinte euros de coima.

E por aí fora. Sim, porque se eles podem, também deviam dar o exemplo. E não dão.

E até podiam dar um prémio ao melhor caça coimas do mês. Assim uma coisa do género - não pagar 50% de irs, ou uma outra coisa igualmente estimulante. Eu alinho e podem ter a certeza que vou arrecadar alguns prémios.

Aqui há umas semanas eu vinha do supermercado aqui ao pé de casa e vejo um belo carrinho da polícia estacionado em segunda fila, porque o senhor agente estva a levantar dinheiro no multibanco.

Não me contive: Desculpe, senhor agente, mas não acha que devia dar o exemplo e não deixar o carro mal estacionado?

O que é que você tem a ver com isso?

Tenho imenso. Para além de ser eu que lhe paga uma parte do seu ordenado (lá está), ainda por cima é uma falta de civismo da sua parte. Primeiro porque devia de facto dar o exemplo, depois porque se eu fizesse o mesmo o senhor multava-me, e depois porque está obviamente no seu horário de trabalho e anda a gastar o tempo e o dinheiro do estado, ou seja o nosso para tratar de assuntos pessoais. Logo, tenho tudo a ver com isso. Boa tarde e passe bem.

E o homem da farda ficou a olhar para mim sem palavras, e como eu não tenho matrícula, não pôde tomar nota e mandar-me a coima para casa.

Ah! Toma lá! Eu posso não conseguir mudar o mundo, mas calar-me é muito difícil. E recuso-me a deixar de tentar (mudar o mundo, entenda-se).

No dia em que eu me calar, tirem-me a temperatura, levem-me ao médico, qualquer coisa, porque podem ter a certeza de que, das duas uma: ou eu estou muito doente, ou fui raptada por extraterrestres que se apoderaram do meu corpo.

Porque eu sem refilar não sou eu. Ai não sou não.

As Casas dos (Poucos) Segredos

Começo já por avisar que não sou, de todo, fã deste tipo de programas. Mas por questões profissionais tenho sido obrigada, e reforço o obrigada (já adormeci várias vezes) a ver a Casa dos Segredos 3 e agora este Desafio Final, que nem sei bem o que é.

E tenho de confessar que continuo a não ser fã e que me tenho assustado com o tipo de pessoas que vejo diariamente na minha televisão.

Preconceitos à parte, eu acho que os profissionais de psicologia e psiquiatria devem escrever manuais inteiros com base nos comportamentos dos concorrentes. Mas para o cidadão comum, no qual me incluo, o programa é um verdadeiro ninho de gente sem escrupulos, sem educação, ou pouca e geralmente de muito má fé para com os outros. 

Posto isto, estava eu hoje de manhã a ver o "Você na TV!", que geralmente recebe os concorrentes expulsos na véspera, e lá entra o tal Wilson, que ontem o fotógrafo que representava o orgão de comunicação onde trabalho apanhou nesta pose: 

 

 

Aparentemente o rapazinho estava aborrecido (não devia estar à espera de sair...), e tratou assim a comunicação social e o público presente em estúdio. Tão bem educado que até chateia.

Portanto, partilhei esta foto no Facebook e quer acreditem quer não, há pessoas a defendê-lo. "Coitadinho, para as coisas que inventam sobre eles ainda foi pouco". "Com tanta pressao não admira".

A sério?

Então este rapaz que se quer fazer passar por tão inteligente, tão estratega, tão superior a todos os outros concorrentes, e que ainda por cima tinha os pais e o irmão, que tem para aí uns 11 ou 12 anos, em estúdio, amelhor resposta que tem para a imprensa é esta?

Ah, e recusou-se a posar com a Alexandra no final da gala. Tão amigos, tão amigos...

Analisando os concorrentes do meu ponto de vista de espectadora obrigada de um reality show (foi o primeiro a que assisti na minha vida):

- Tracy - prima do Cristiano Ronaldo e a primeira a sair. Insignificante e que obviamente só entrou por ser prima do primo. Continua insignificante cá fora e pelos vistos até as manas Ronaldas já desistiram de fazer pela "carreira" da criatura.

- Cátia Maaarisa - que raio de nome, mas pronto a culpa não é dela, coitada. Passou despercebida.

- Rui - o famoso padrinho de "La Familia". Só lhe faltava o anel da Máfia para ser um verdadeiro Don Corleone (numa versão muito mais gira). Entrou a matar, queria controlar tudo, mas foi nomeado e não resistiu à primeira nomeação. Tem-se mostrado discreto fora da Casa porque quer afastar-se do rótulo de "ex-concorrente de Casa dos Segredos". Pela experiência de alguns concorrentes anteriores (Marta Cardoso, João Mota, etc) vai ser difícil, senão mesmo impossível.

- Petra -desaparecida em combate desde que saiu da Casa, provavelmente em novas cirurgias para melhor (e bem precisa) o look. Foi a segunda criatura mais irritante que esteve na Casa dos Segredos (a 3 note-se, as outras não sei), e comigo não sobrevivia um dia. Eu dava-lhe, ai dava. Podiam expulsar-me ou coisa do género, mas eu dava-lhe. Nem sou violenta, nem nada, mas ela tem uma voz tão irritante e aquela mania da vitimização, e... Enfim, eu dava-lhe.

- Mara - O oposto da gémea (Petra), mas igualmente irritante. Sonsa até à quinta casa. Capaz de ver a Alexandra a meter-se debaixo, ou em cima do namorado, Fábio, e não fazer absolutamente nada. (Não acredito, olha para ela, está-se a atirar ao Fábio. Nem quero acreditar). E nada! A sério?

- Fábio - Um projeto ainda muito em embrião de homem, que duvido algum dia venha a estar terminado. Tem um ego dez vezes maior do que ele e do que aquilo que o seu aspecto merecia ter, e devia ser obrigado a viver pelo menos, durante um mês numa casinha sem espelho. Ah e se o obrigassem a vestir-se normalmente também não era mau. Mas isso não era só a ele, basicamente era a todos.

- Nuno - Um lamechas, chorão e que nada mais fez do que andar enroladinho na tal Vanessa e pronto. Talvez não seja mau miúdo mas é muito apagadinho. Fazia-lhe bem uma operação aos olhos (ele quase não os tem), devia tirar aquelas argolas estranhas das orelhas e tapar aquelas tatuagens. Por favor, ninguém aguenta.

- Vanessa - pronto, já disse na descrição do Nuno, excepto as argolas e as tatuagens, mas podia tirar o piercing do lábio e francamente concordo com alguns colegas. Ela podia ter sido um homem. Já tem pernas para isso. 

- Hélio - O cozinheiro que tem um cérebro de uma criança de 3 anos. Nunca vi uma pessoa tão fora do contexto. Não diz nada de jeito, mas palpita-me que não deve ser grande rês..., a avaliar pela forma como levou o Wilson a bater-lhe. Não que o Wilson seja melhor, mas...

- Tatiana - Só "embergonha" as mulheres. Criatura chata, irritante e insuportável. Não sei francamente como o namorado a atura.

- Ruben - O vencedor. Pareceu o mais normal daquela gente toda de facto. Não é muito de palavrões, tendo em conta o resto dos concorrentes. Achei, dentro do resto, que foi um justo vencedor. Tranquilo, aguentou a namorada e o feitiozinho dela, mas devia pensar em arranjar uma pessoinha melhor. Aquela cachopa pode perturbar definitivamente um ser humano.

Alexandra - Bom para esta tenho uma bela palavrinha começada por P. Um P muito grande. E para além disso é falsa, cínica, ordinária, sonsa, desequilibrada (o que não admira tendo em conta a mãe que tem).

Nem vou falar do Cláudio, o tal que andou ou não a namorar com um apresentador italiano, da Barbie, que é muito loirinha e quietinha e que não e pelo menos de dizer palavrões.

Esta gente foi escolhida a dedo para dar "canal". Entraram num programa de televisão dispostos a tudo para terem os seus cinco minutos de fama. Conseguem tê-los?

Claro que sim, mas à custa de quê?

Da devassa completa das suas vidas e das suas famílias? E como é que os pais os deixam entrar neste tipo de coisa?

Sim eu escrevi a palavra deixam. Eu tenho duas filhas e nem que eu tivesse de as amarrar e fechar na arrecadação, nenhuma delas jamais entraria numa coisa destas. Não seria preciso chegar a medidas tão extremas, porque nenhuma das duas sequer lhe passaria pela cabeça fazê-lo, mas se passasse...

Tenho sinceramente pena desta gente. São pequeninos e não têm ninguém ao lado que os ajude a crescer. Tenho pena dos pais que criaram criaturas destas. Que desgosto. 

Já pensaram um filho vosso a fazer a pose do Wilson na televisão? A "ondular" debaixo dos edredons? A despir-se para ter fama?

É triste, muito triste. Mas é o que temos e o mundo parece ter tendência a piorar. Ah, pois tem!!!

Eu tenho um Gumelo

Ainda pensei se devia partilhar o meu Gumelo aqui ou no blog de culinária (já agora passem por lá http://comidadatiagracinha.blogs.sapo.pt/), mas depois decidi que este era o sítio mais indicado.

O meu Gumelo foi-me oferecido no Natal. Olhei para a caixa de cartão, achei-a gira e comecei a ler as instruções. 

Tenho que confessar que quando retirei a janela e cortei a película não tinha grande fé na coisa - Uma caixa a dar cogumelos!

Eu sou alentejana e na minha terra os cogumelos, a que chamamos tortulhos nascem debaixo dos sobreiros, na humidade que fica debaixo das folhas no chão. Mas pronto! Como me tinham oferecido o Gumelo, abri a caixinha e segui as indicações. Comecei a borrifá-lo e decidi deixá-lo na varanda da cozinha, embora protegido das intempéries. Ao fim de uns dias em que francamente só ia à varanda para o borrifar comecei a notar alguma atividade nas aberturas da película. Pelo sim, pelo não recolhi-o na cozinha, achei que era mais confortável para o dito cujo.

De repente e quando nada o fazia prever o Gumelo começou a crescer a olhos vistos e a última foto tirada uns dias antes de cair literalmente de maduro é esta:


E esta:



São maravilhosos, não são?

O meu estava em cima do frigorifico e com o peso dos Gumelos a caixa não aguentou e um dia de manhã quando entrei na cozinha estava o meu querido Gumelo no chão todo despedaçado. Mas comestível. 

Apanhei-o do chão, lavei-o e cozinhei-o como se costuma fazer na minha terra, tipo mioleira, com cebola, miolo de pão e ovo e posso garantir que é delicioso.

Olhei para a caixa e fiquei a pensar se devia guardar aquilo. Entretanto já me tinha informado sobre o Gumelo em gumelo.com, mas como o meu não tinha sido colhido pelas vias tradicionais, pensei que ele não voltasse à vida.

Guardei-o na mesma e de vez em quando borrifava-o (o borrifador vem junto com a caixa do Gumelo) e na segunda feira passada o meu Gumelo ressuscitou. E está a crescer a olhos vistos outra vez.

Fiquei mesmo feliz e entretanto já encomendei mais quatro Gumelos no site para abrir com intervalo de uma semana e ter sempre produto fresco. 

A ideia do Gumelo foi de três jovens que têm preocupações ambientais e que conceberam este conceito a partir da utilização de borra de café. Ecológico, simples, divertido e muito saboroso.

Para além disso prevejo que aqueles três o mais certo é que fiquem ricos à conta do Gumelo. E acho muito bem. É uma ideia excelente, prática e ecológica. Eles recolhem borra de café em alguns cafés e restaurantes e convertem-na em Gumelos.

Maravilhoso. 

Muitos parabéns aos três pela ideia e desejo que tenham de facto muito sucesso. 

De resto só tenho a recomendar que visitem o site da marca - gumelo.com ou a página do Facebook: Gumelo.

E experimentem. Garanto que vale a pena.

Gumelam?


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