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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Vítor e Bela - já têm casa

É com muito gosto que partilho o texto abaixo, que hoje escrevi para o SapoFama e que conta como a vida da Bela e do Vítor mudou desde que o Pedro decidiu partilhar a foto do seu cantinho no Facebook. A partilha do Pedro, o empenho da Rita Ferro Rodrigues e a solidariedade de muitos já conseguiu uma casa para este casal. Enquanto existirem pessoas assim ainda acredito que haja esperança para o mundo.

 

"Pedro Crispim, que ontem festejou o 35º aniversário, teve uma bela prenda de anos. O “personal stylist” soube que Bela e Vítor, os sem abrigo que ele decidiu ajudar, já têm um tecto digno desse nome.

 

Foram Bela e Vítor que fizeram questão de dar a boa notícia a Pedro Crispim, como o próprio escreveu no Facebook: “A Bela e o Vítor já têm casa... Chamaram-me e, mostrando a chave todos orgulhosos, disseram-me: ‘Hoje já lá dormimos’! E que belo presente de anos me deram!...”

 

Crispim, que conseguiu este “milagre” com a simples publicação de uma foto que mostrava o “quarto” de Bela e Vítor num vão de escada da Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde viviam com dois cães, aproveitou para agradecer a onda de solidariedade que o caso despertou nas redes sociais: “Obrigado a todos, pessoas e empresas. Uum obrigado especial aqueles que não se limitaram a ver, mas a sentir, tal como eu senti ao tirar a foto que originou toda esta cadeia de ajuda e boa vontade”.

 

Uma das pessoas mais empenhadas na divulgação e resolução deste caso foi a apresentadora da SIC Rita Ferro Rodrigues, que também usou o Facebook para exprimir a sua satisfação: “Graças à força da vossa solidariedade e de particulares e empresas que se uniram para ajudar, foi dado o primeiro e importante passo para uma nova vida. Um lar onde vão viver todos juntos. 

 

Agora o Vítor deseja arranjar um emprego (para deixar de arrumar carros) e eu acredito que se aproximará da família. O caminho de futuro não é nada fácil, mas é possível. Nada disto teria sido concretizado sem a visibilidade que vocês deram a este caso. A união faz a força e só combatendo a indiferença ao sofrimento dos outros podemos fazer, de facto, a diferença. E se o Natal é quando um homem quiser... então, hoje, para esta família é Natal!"

 

Neste Natal vamos todos olhar para o lado e tentar não seguir em frente com indiferença. Vão ver que faz toda a diferença.

o Natal e as árvores

Não, não estou a falar das árvores de Natal.

Estou a falar das árvores que se abatem por causa dos folhetos de Natal das mais variadas lojas, hipers e supermercados e marcas.

Não acho mesmo nada bem. Cada vez que abro a caixa do correio ou uma revista saem de lá, especialmetne nesta altura do ano, folhetos absolutamente inúteis com publicidade a brinquedos, bombons, vinhos, queijos, relógios, roupas, sapatos e etc. Muito etc. 

Tenho quase a certeza de que ninguém lhes dá grande importância, a não ser os putos para moerem a cabeça dos pais e pedirem mais brinquedos e na sua grande maioria vão parar ao lixo, os folhetos nãos os putos, claro.

Não e parece nada bem que se continuem a abater árvores para alimentar um hábito emdcadência. Hoje em dia com internets e redes sociais, televisões e afins ainda acham mesmo necessário este abuso?

E que tal contabilizarem bem a coisa e em vez de folhetos que só aumentam o lixo do planeta e destroem árvores de que todos necessitamos desesperadamente para poder respirar, doassem esse dinheiro para ajudar quem precisa? Ou, melhor ainda, para replantar florestas? eu seria a primeira cliente de um hiper ou marca que anunciasse: "Este Natal não imprimimos folhetos e vamos usar esse dinheiro para replantar as florestas queimadas durante o último verão". E aposto que não seria a única.

Há poucas coisas que me afligem tanto como ver cortar uma árvore. doi-me o coração, juro que dói.

Ainda me lembro com muita saudade do maravilhoso chorão que tínhamos no jardim e que teve de ser abatido devido a uma doença que ameaçava deitá-lo ao chão e pôr em perigo o telhado de casa. Eu sei, em consciência que não havia nada a fazer para o salvar e que se houvesse o meu marido o teria feito, mas quando cheguei a casa e vi a árvore no chão não consegui evitar as lágrimas. Ainda hoje quando olho para o sítio onde durante tanto tempo acolheu os nossos almoços de verão, me sinto angustiada com a sua ausência. 

Como diz o meu marido: "Por ti isto já era tudo selvagem". Desculpem lá, mas cortar árvores, só mesmo algumas folhas do loureiros para aromatizar a comida. E pronto.

Vítor e Bela - mesmo ao nosso lado...

Pedro Crispim fotografou o espaço, debaixo de um vão de escada, em plena Avenida da Liberdade, junto a uma loja de uma marca de luxo, onde um sem abrigo tem cuidado e arrumado o espaço onde pernoita.

A arrumação e os pormenores da foto sensibilizaram o consultor de moda: “Este é o ‘quarto’ de um sem abrigo em plena Avenida da Liberdade”, partilhou Pedro, completando a mensagem com o símbolo de “sad smile”, sorriso triste.

Contactado por mim o consultor de moda afirmou: “(…) Foi um género de ‘abre olhos’. Acontece ao lado do meu escritório, contrastando com as lojas de luxo ali presentes. Acredito que embora muitas pessoas saibam destas situações, fecham os olhos por várias e diferentes razões. A foto não pode deixar ninguém indiferente e inclusive enviei-a para a Câmara Municipal de Lisboa. Pode ser que nada mude, mas eu não consigo ficar de braços cruzados. Nesta fase de crise económica devemos unir-nos, só assim faz sentido. Esta não tem de ser também uma crise de valores”.

A foto gerou uma onda de comentários e partilhas com alguns rostos conhecidos a mostrarem a sua tristeza pela situação em que vivem tantas pessoas nas ruas de Lisboa e um pouco por todo o país, como Rita Ferro Rodrigues: “Esta fotografia foi tirada por um amigo meu, Pedro Crispim. É a casa de um Sem Abrigo, em plena Avenida da Liberdade, em Lisboa. Um murro no estômago . Uma fotografia que dói, porra”, partilhou a apresentadora da SIC.

Mais tarde Rita voltou ao Facebook para garantir que se irá inteirar da situação em questão: “Como vos disse no post anterior, a foto comoveu-me muito. Não sei que história conta, quem vive ali e porquê. Não sei se alguém já tentou ajudar ou não, se a pessoa (ou pessoas) recusa(m) ajuda (sabemos que há casos desses nas ruas), ou não. A vossa resposta a esta fotografia foi avassaladora e também por isso, prometo-vos respostas a estas questões que nos devem preocupar a todos. Obrigada por serem o eco de tanta gente boa que se preocupa”.

Também a relações públicas Alexandra Figueiredo fez questão de partilhar a foto tirada por Pedro Crispim: “Não resisti a partilhar a imagem deste espaço de um sem abrigo. Aqui. Ao lado de todos nós, na Avenida da Liberdade”.

 

 

 

Depois da foto divulgada por Pedro Crispim mostrando o espaço onde pernoita um casal de amigos sem abrigo, Rita Ferro Rodrigues prometeu e cumpriu, indo em busca da história por trás da imagem partilhada pelo consultor de moda, que entretanto já enviou para a Câmara Municipal de Lisboa uma carta chamando a atenção para a situação.

A apresentadora da SIC partilhou há momentos no seu mural a foto de Vítor e Bela e dos seus dois cães e a história do casal de amigos que se apoiam mutuamente.

Uma história que não deixa ninguém indiferente: “Vítor e Bela. Ele tem 53 anos, ela 50. Dormem na rua, na Avenida da Liberdade, paredes meias com algumas das lojas mais luxuosas de Lisboa. 
“O Vítor é de Viseu. A vida não lhe correu bem, o amor também não, perdeu o emprego, o casamento e resta-lhe a rua. 
“A Bela é uma amiga. Alguém de quem ele toma conta. Percebe-se pelo olhar terno que a Bela, ao contrário do Vítor, tem uma saúde mental mais frágil. A Bela é reformada mas segundo eles contam, não recebe a reforma porque mal sabe assinar. Tem uma mãe muito idosa e a relação é complicada. Quando me relatam estes factos, não há qualquer rancor ou julgamento. 

“O Vítor tem família no Norte e os olhos toldam-se-lhe de lágrimas quando fala nisso. Não insisto. Afirma não ter qualquer vício e estar a lutar para ‘alugar um quartinho’. Arruma carros com esse objetivo mas o que queria mesmo, era ser jardineiro. Aí os olhos brilham. Gosta da terra. Desde miúdo que a conhece bem. 

“Durante o tempo que estive com eles, apercebi -me do carinho com que são tratados por quem passa e pela vizinhança. Ao contrário de muitos outros, não são invisíveis. Há quem cumprimente, quem troque dois dedos de conversa, quem deixe um saco com roupa, outro com alguns mantimentos.

“O Vítor e a Bela têm dois cães lindos: o cão Kit e a cadela Gucci (sim!).
A Gucci foi ali deixada por um senhor que confessou ao Vítor, não ter forma de tratar dela. O Vítor, que vive na rua, recebeu-a. ‘Há sempre lugar para mais um’ - conclui simplesmente, afagando o pelo da sua mais recente companheira de aventura.

“Falo-lhe do terço cuidadosamente deitado, no tapete da fotografia que tanto me impressionou. ‘Acredito muito em Deus’ - diz-me subitamente sério. ‘Às vezes... É tudo o que me resta’”, conta Rita Ferro Rodrigues.

A apresentadora termina não escondendo a emoção que sente: “A fotografia tinha uma história. A história é esta. O lar no vão da escada do prédio de luxo, tem dois rostos e dois sorrisos. Já no carro, prestes a arrancar, a Bela bate-me ao de leve no vidro: ‘Nós gostávamos de sair daqui, ir para o quartinho. Até já sabemos qual é. As noites estão a ficar muito frias’.
“Eu ia responder mal o nó na garganta se dissipasse mas ela afastou-se do carro e desta realidade, sorrindo para algo que não conheço, alheada num qualquer sítio onde nunca fui. Sempre com o cão ao colo”.

A história do Vítor e da Bela, bem como as fotos da situação em que vivem já se tornou viral na internet e promete alertar consciências.

 

 

Estes foram os dois textos que enviei hoje para o meu diretor. À hora a que escrevo este post, o primeiro já foi publicado e começou a cumprir a sua missão. O segundo seguiu há uns minutos e espero que siga o exemplo do primeiro.

 

Apesar de trabalhar num site do suposto "cor de rosa", hoje senti-me jornalista a escrever estes dois textos. Senti que estava a cumprir a minha missão. Informar, alertar, acordar consciências. A situação não me passou ao lado, fiquei de lágrimas nos olhos só de imaginar o sofrimento destes dois amigos. Dá gosto ver, que ao contrário de muitas outras pessoas em melhor situação, se apresentam limpos e arranjados e arrumam com desvelo o seu cantinho. 

 

Se Deus existe pois que olhe por eles e pelos muitos milhares de sem abrigo que lutam pela sobrevivência.

 

Bem haja ao Pedro, à Rita e a todos os que olham para o lado e mudam o mundo.

Vinte e dois anos mais tarde...

Encontrar-te-ei numa rua da cidade onde moras...

 

Vinte e dois anos passaram sobre o dia em que nasceste.

Nada no mundo me poderia ter preparado para o impacto que tiveste na minha vida. O meu embrulhinho cor de rosa, de olhos verdes e dedos compridos foi-me entregue no meio de uma animação geral. A minha bebé linda, amada desde o primeiro segundo...

Vinte e dois anos mais tarde...

Ainda choro quando me lembro do momento em que pousaste no meu peito e agarraste o meu dedo

Ainda rio quando me lembro do teu rostinho, dos teus olhos grandes e da forma tão cheia de energia com que agarraste o meu dedo

Ainda recordo o sol que entrava pela janela da sala de parto

Recordo o riso da parteira e resto da equipa presente com a minha felicidade

Recordo o turbilhão de emoções que nunca mais me abandonou

Recordo o imenso amor que senti pela primeira vez e que nada iguala, nada substitui, nada desvanece

Recordo o tremendo medo de não saber, não conseguir, não ser, não estar

Recordo tantas coisas, meu amor.

Minha filha linda, que cresceu e se tornou numa fantástica mulher, com valores fortes e com um sentido de justiça que sempre me enche de orgulho e um coração generoso e lindo.

Minha filha por quem eu daria de tão boa vontade a minha vida sem hesitar.

Minha filha que será sempre, mas sempre, um dos meus bebés, por mais anos que passem.

Minha filha que é metade do meu coração. A outa metade é a outra bebé, a outra filha, o meu outro amor.

Todos os dias dos vossos aniversários são sempre demasiado emotivos para mim. 

Todos os sentimentos, emoções, medos, orgulhos vêm à tona pelo menos duas vezes por ano.

Amo-vos muito, filhas.

Hoje, especialmente para ti, muitos, muitos parabéns.

Beijo da mãe...

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