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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Turquia 3 - Portugal 1

Esta coisa do futebol é das que mais confusões me faz, especialmente quando começo a pensar no dinheiro que gastamos com estes marmelos. Entretanto falei com um especialista do desporto rei e descobri que afinal isto tudo é bom para a economia do país, que é a Federação Portuguesa de futebol que paga tudo e ainda tem lucro com os jogos, ou com os golos, ou com as vitórias, ou eventualmente com tudo junto. Eu dois minutos depois de uma conversa sobre futebol começar já estou a divagar por outras paragens e vou acenando a cabeça e fazendo entendidos "hum, hums", mas na verdade já entrei em modo standby. Feitios, como diria o Raul Solnado.
Então a seleção vai custar qualquer coisa como 33 mil euros por dia, em hotel, massagens, comidas, transportes e sabe-se lá mais o quê...
Então os meninos estiveram em Óbidos muito bem instaladinhos, a viver à grande e à portuguesa (sim que já nem
os franceses se permitem a estas mordomias) e depois num joguinho da treta contra a Turquia não conseguem mais do que um miserável 3-1?

Que me desculpem os aficionados do desporto-rei, como lhe chamam, mas para mim esta treta da seleção é assim uma coisa ao nível dos funcionários públicos - fazem tanta falta como a peste negra. que me perdoem os meus amigos funcionários públicos. Gosto muito deles, mas cada vez que se queixam da vida, quando saem do trabalho às cinco e meia só me apetece bater-lhes. Feitios!
Senão vejam: a seleção está cheia de craques, Ronaldos e afins que jogam o ano todo nos clubes que lhes pagam uma fortuna para eles jogarem a sério e agora que acabaram as épocas eles querem o quê? Férias, claro, como qualquer pessoa normal e eu até acredito que lá bem no fundo, no fundo, eles sejam pessoas normais.
Vocês acham que o Ronaldo por muito que goste de andar aos pontapés à bola não preferia agora estar num iate de luxo, num sitio paradisíaco agarradinho à russa dele e a dourar ao sol, em vez de ter que vestir um equipamento (feio, por sinal, que me desculpe o autor ou autora do mesmo) e andar a cansar-se atrás da bola em nome do país?
Ponham-se no lugar dele e vejam lá o que preferiam? Francamente acho que até eu me agarrava à russa...
E os outros vão pelo mesmo caminho, todos eles têm namoradas, mulheres, etcs., com quem preferiam estar em vez de andarem a apanhar calor nos relvados.
Eu até sou bastante suspeita para me pronunciar sobre este assunto porque não gosto de futebol e portanto por mim, seja Portugal ou seja lá o que for não me parece que seja um assunto de interesse nacional, mas pronto...
Ainda há bocado ouvi na TVI a Fátima Lopes, a apresentadora, a dizer que o futebol pode ajudar a elevar a
moral do país, como, segundo ela, aconteceu em 2004 em que os portugueses se uniram todos em nome do orgulho e do amor à bandeira.

Eh pá, até fiquei um bocadinho ofendida. Queres ver que a outra acha que quem não gosta de futebol e não fica
de alma cheia por ver as pernas dos jogadores da seleção não tem amor à pátria nem à bandeira? Pronto a bandeira também não é lá muito bonita, mas é portuguesa e o símbolo da nação. Eu posso não ter orgulho do Coelho, nem do Cavaco, mas tenho orgulho no meu avô, no Camões, no Pessoa e até no Saramago, a quem já decidi dar uma segunda oportunidade.

E mais, eleva a moral do país ou distrai a atenção das pessoas dos verdadeiros problemas?
Quem não se lembra dos famosos três F's de Salazar: "Fado, Fátima e Futebol"? a maneira mais fácil de manter o rebanho ordeiro e tranquilo enquanto ele fazia o que queria, sendo que visto a esta distância nessa altura vivia-se mal, mas o país tinha dinheiro, construiam-se escolas e hospitais e o pão era considerado um bem de primeira necessidade. Já hoje...

Já para não falar que andámos estes anos todos a viver à conta do ouro que ele deixou nos cofres do estado, não que eu o defenda, não me comecem já a chamar fascista, se faz favor, que eu também tenho sentimentos e também me ofendo.

Pois eu, que por enquanto ainda não sei o que fiz ao meu filtro, acho que o futebol é uma seca e tenho a certeza de que já foi responsável por muitos divórcios. Mas quem é que raio tem pachorra para aturar jogos diários, às horas mais inacreditáveis e ter que levar com o barulho dos adeptos, dos jogadores, que ainda por cima cospem para o chão e sim já sei que parece que lhes faz falta, mas não deixa de ser nojento por isso e depois com o orgulho nacional de rastos quando eles voltarem todos de rabinho entre as pernas porque coitadinhos tiveram azar, o árbitro estava do lado dos outros, o não sei quantos estava desconcentrado porque a namorada estava a pressioná-lo para ir de férias, marcar a data do casamento...
Lembro-me de um Euro ou de um Mundial qualquer, acho que no México, mas não posso jurar, em que os jogadores portugueses andavam literalmente a chutar as chuteiras, passe o pleonasmo, no relvado. Isto depois de termos deslocado cozinheiros e ajudantes de cozinha, médicos e enfermeiros, provavelmente psicólogos e sabe Deus mais o quê para acompanhar a equipa das quinas.
Espero, muito sinceramente que o dinheiro destas tretas não venha dos nossos impostos, mas quase de certeza que vem, porque eu não me apetece pagar impostos para ver as pernas dos Ronaldos e amigos, que ainda por cima não são grande coisa. Pronto agora já sei que não vem.

Se eu tiver de pagar impostos para ver as pernas de alguém, e não me parece que eu pagasse para isso, já agora
dêem-me o direito de escolher as pernas que quero ver.

Resumindo: ainda a procissão vai no adro e não começaram os jogos a sério e para além de termos sido apurados à tangente para o tal do Euro já andamos a perder jogos. Com a Turquia. Por 3-1.
Eu encerro aqui a minha argumentação.
É que com esta crise o futebol já nem para o negócio da imperial e do tremoço dá jeito...
E mesmo que desse, eu já nem vendo imperial, nem tremoço...

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