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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o chocolate

Pronto, eu confesso.
Eu não como chocolate.
Não, não estou a fazer dieta. Só não gosto, pronto. E também já sei o que estão a pensar: "Que estranha, coitada, quem é que não gosta de chocolate?". Eu não gosto e não tenho culpa e dava-me imenso jeito gostar, mas não sou capapz, já tentei e tudo e acho uma coisa absolutamente nojenta.
Quando era pequena devia ser a única criança que deixava os chocolates estragarem-se no armário.
Acho o chocolate uma coisa nojenta. Que me desculpem os chocodependentes.
Claro que quando fui mãe tive que abrir um bocadinho os meus horizontes. Afinal as miúdas não têm culpa de ter uma mãe tão estranha. (Isto é uma definição delas, não minha).
Mas de certa forma até concordo. E já me chamaram coisas piores.
Esta coisa do chocolate já me trouxe alguns dissabores.
Tenho uma história:
Estão a ver aqueles jantares, mais ou menos formais (neste caso mais), em que não conhecemos bem os donos da casa? E em que anda um empregado de casaquinho branco e guardanapo no braço, a servir à mesa?
Sim, ainda há pessoas assim, o que é óptimo. Tenho que dizer que eu própria não me importava de ter um cá em casa. Havia de me dar um jeitão.
Num desses jantares, quando começaram a servir a sobremesa, eu ia desmaiando.
"Souflé de chocolate!"
E não havia maneira de escapar. A dona da casa, muito simpática:
- Vai adorar. Tenho a certeza.
E eu a ficar pálida.
E o meu "chatinho" a rir-se do outro lado da mesa. A rir-se discretamente, mas ainda assim... a rir-se. Quando devia estar a sofrer comigo. E a entrar em pânico. Como eu!!
Enfim, lá me apresentaram o souflé.
E ficaram a olhar para mim na expectativa da minha prezada opinião. Às vezes esta coisa de ter fama de perceber alguma coisa de cozinha não dá jeitinho nenhum, como neste caso por exemplo. As pessoas ficam sempre à espera que tenhamos uma opinião fantástica sobre as coisas. 
E eu absolutamente em pânico.
Tive que ser muito corajosa e levar um pedacinho muito delicado do dito cujo à boca. E rezar.
Ah pois é, quando é preciso até eu... Não acredito que surta grande efeito, até porque de repente as minhas relações com o altíssimo não são muito regulares, mas tentar não custa.
Enfim, fiz o meu melhor sorriso, (dentro das circunstâncias), lá consegui fazer de conta que estava a apreciar,
(sou uma grande actriz), e no fim dizer que estava maravilhoso.

E devia estar. eu é que sou a pessoa menos própria para apreciar tal delicadeza gastronómica. Ainda se fosse um arroz doce...
Nesse dia descobri que os souflés podem ser muito úteis nestas situações. É que bem mexidinhos desfazem-se e
desaparecem do pratinho praticamente sem deixar marca. Por isso e com recurso a algum jeito lá consegui não engolir nem mais um bocadinho.

Imaginem que era mousse. Estava tramada. Mesmo muito.
Mas isso não acontecia. Sabem porquê? As pessoas finas só servem mousses assim de manga, ou camarão ou coisas do género. E felizmente eu dessas, até sou rapariga para pedir bis.
Tenho outras histórias de chocolates. Mas ficam para o próximo post.
(publicado originalmente em setembro de 2011)

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