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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Serviço público

Não, não ou falar da RTP. Que de facto é o canal que deve prestar o tão falado e famoso serviço público de televisão. Seja lá o que isso for...

Vou falar de um comentário que li há pouco. A respeito da vencedora de Casa dos Segredos - Desafio Final, escrevia um comentador : "O mais grave disto tudo nem a a miúda Cátia, o pior é a mensagem que se passa aos mais jovens, dando a entender que não é preciso muito sacrifício, trabalho e dedicação para se ganhar dinheiro. Grande serviço público que a TVI presta ao País. Um bem haja ao Sr. Miguel Paes do Amaral e  Média Capital. Lixo.".

Começo já por esclarecer que o objetivo deste post não é defender o programa, a TVI, ou quem quer que seja, mas simplesmente manifestar a minha opinião sobre este assunto.

Ora bem, que eu saiba a TVI não tem nenhuma obrigação de prestar serviço público, essa obrigação pertence às RTP's, que são públicas e pagas com o nosso dinheirinho. E bem que me custa ter a Catarina Furtado entre os meus funcionários, mas pronto, não há nada que eu consiga fazer quanto a isso.

Portanto são os dois canais da RTP que têm obrigação de divulgar a cultura portuguesa com tudo aquilo que ela abrange. E será que o fazem? Não tenho conhecimento suficiente da programação dos canais públicos para opinar e na semana passada fiquei agradavelmente surpreendida com alguns programas da nova grelha, por isso não vou opiniar. 

Mas sinto-me na obrigação de dizer o seguinte: 

Não tendo, de facto, a TVI a obrigação de o fazer, até acho que faz um bom serviço, Casas dos Segredos à parte.

Senão vejamos: no programa da manhã o Goucha e a Cristina (vulgo saloia da Malveira) divulgam tudo o que é produto nacional, convidam pessoas que têm novos negócios, valorizam o que é português, desde a comida ao calçado e ao vestuário, passando pela música, teatro, livros, etc.. À tarde a Fátima Lopes também dá uma ajudinha. Aos domingos à tarde têm aquele programa terrível que vai percorrendo o país de lés-a-lés e que todas as semanas tem em cima do palco carradas de artistas portugueses, alguns dos quais nunca teriam oportunidade de ir à televisão se não fosse o canal de Queluz.

Já para não falar que deve ser provavelmente o canal que mais trabalho dá aos atores portugueses nas novelas, séries, etc.

No meio desta crise até lançaram mais dois canais no cabo, um para a ficção e o outro ainda não percebi bem, mas acho que tem mais a ver com o entretenimento. Seja como for ambos significam mais trabalho para apresentadores, técnicos, operadores de câmara, maquilhadores, assistentes, atores, etc...

E por aí fora.

Eu também sou refilona, reclamo por tudo o que acho que devo reclamar, mas gratuitamente não me parece que isso esteja correcto.

Devemos reclamar quando as coisas estão mal e não são positivas, mas quando o contrário se passa... Reclamar parece ser coisa de gente ressabiada. Que, como todos sabemos é o que existe mais em Portugal.

Goste-se ou não, e como é óbvio existe muita coisa de que não gosto, na TVI e em todos os canais, a verdade é que em termos de divulgação do que é nacional, eles estão sempre um passo à frente.

Pronto, está bem, ainda não divulgaram o novo "hit" (tom irónico), do José Castelo Branco, "Libertango - I've seen that face before", que foi hoje apresentado com pompa e circunstância na SIC. 

E que dava matéria para um post. Vou pensar nisso, mas posso já adiantar que a minha vida nunca mais vai ser a mesma. A questão é que não me parece que esta falha seja relevante.

Dizer mal só por dizer mal é muito mesquinho. Mas infelizmente muito português. 

«Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!»

esta frase é atribuída ao General Galba, um enviado do imperador romano na peníncula no século III, antes de Cristo e era a sua forma de se referir aos Lusitanos, os nossos antepassados.

Convenhamos que daí até ao presente pouco ou nada mudou na mentalidade portuguesa.

O que explica muita coisa. Ai explica, explica!



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