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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Há piropos e... piropos!

"Epá, que coisinha tão bem acabada"!

E pronto, foi assim que comecei o meu dia. Saí à rua, como habitualmente faço todas as manhãs, e quando ia muito descansada, passou um senhor por mim e sai-se com esta.

Não me perguntem como era o senhor, que na verdade nem o vi, mas achei piada ao piropo.

sim porque há piropos e... piropos. E este não ofendeu, não foi ordinário, não me fez apetecer dar um estalo na criatura.

Mas fez-me sorrir. E começar o dia com um sorriso é sempre bom.

Eu sempre fui daquelas que não se calam perante as bocas que nos mandam na rua. E, modéstia à parte, ouvi muitas.

Não sou nenhuma Cláudia Schiffer, nem nenhuma Miranda Kerr, pelo contrário, sou pequenina.

Mas sempre fui muito cheia de atitude e com um estilo de vestir muito chamativo. Agora estou mais discreta, a idade já não é a mesma, mas continuo a parecer mais nova, mas isso agora não interessa nada...

Sempre que na rua me atiravam bocas pindéricas, eu era rapariguinha para responder à letra, e deixei muita criatura sem resposta.

Contando com hoje, lembro-me de ter achado piada para aí a dois ou três piropos.

O primeiro foi um velhote que estava sentado numa lateral da parede do Banco do Brasil no Marquês de Pombal, em Lisboa, em conversa com outros velhotes e que quando eu passei, se vira:

- Quando eu era novo e não tinha dentes, não andavam vocês assim na rua...

Assim, era um vestido florido e ligeiramente transparente que eu tinha comprado numa viagem a Itália.

Eu tinha para aí uns 30, 31 anos e tive mesmo de me rir. Os outros velhotes também se riram e assobiaram-me em coro.

Podia ter sido ofensivo, mas não foi. Foi só muito giro. A partir daí sempre que eu lá passava eles assobiavam-me e diziam-me bom dia. E nunca me senti ofendida. Era assim uma espécie de private joke.

E hoje voltei a sorrir. E não tenho qualquer pudor em o admitir.

Acho que é verdade que existem muitos piropos ofensivos, ordinários e que dá muita vontade de partir para a violência. Mas não acredito que sejam todos assim. E mais, acredito que as mulheres, no geral, até gostam de ouvir um piropo atrevido, mas giro, sem ser ofensivo. Faz-nos bem e levanta a moral.

E quando se está perigosamente perto dos 47 anos, se tem duas filhas maiores do que nós, é interessante perceber que ainda fazemos voltar cabeças na rua.

Mulher honrada não tem ouvidos?

Que eu saiba todas as mulheres têm ouvidos e todas as mulheres gostam de saber que estão bem.

O meu marido diz-me muitas vezes que estou bonita. Mas é sempre interessante saber que o resto do mercado acha o mesmo.

Estou a brincar, claro. Mas achei piada ao senhor, seja lá ele quem for. Arrancou-me um sorriso.

Obrigada. 

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