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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e a Casa dos Segredos

A Casa dos Segredos é um castigo diário que me é imposto três meses por ano por causa do meu trabalho.

Comecei na terceira edição, e transitei para a quarta. Não sou fã de reality show, embora concorde que para os estudiosos e observadores da psicologia e do comportamento humano, estes programas sejam verdadeiros manuais de consulta. 

Esta quarta edição tem sido especialmente conturbada, com um triângulo amoroso (Érica/João/Diana), que muito tem dado que falar e com um ex-casal com uma filha em comum (Tierry/Sofia), a que se veio juntar uma terceira pessoa, Débora, para ajudar à festa.

Espanto-me todos os dias com a forma como as pessoas vivem o que se passa na casa mais vigiada do país e com a forma como vêm as mesmas.

Ontem ouvi no programa "Você na TV!", TVI, uma senhora que clamava sobre a relação do Tierry com a Débora e sobre a coitadinha (palavras da senhora) da Sofia. "Ele não respeita a mãe da filha e nós temos que ser pelas mulheres", dizia a senhora.

A verdade é que quando o jogo começou a Sofia e o Tierry já tinham terminado a relação. A sofia começou o jogo sempre muito agarrada ao Diogo (um grande que lá anda), mas sempre de olho no Tierry, que começou logo a catrapiscar a Débora (uma magrinha que também é modelo).

À primeira oportunidade, a Sofia enfiou-se na caminha do Tierry e andaram para ali a ondular debaixo do edredão para grande felicidade da produção do programa.

O Tierry nunca lhe disse que tinham reatado a relação e só lhe dava atenção durante a noite, por questões nitidamente testosterónicas, que é como quem diz, tinha necessidades que ela lhe satisfazia sem pudor.

Nas noites que passaram juntos debaixo do edredão nem um nem outro se lembrou de que daqui a uns anos o mais certo é que a filha de ambos venha a ver num qualquer Youtube do futuro, o vídeo dos papás a paparem-se num programa de televisão. Coisa que filho nenhum quer ver, convenhamos. A não ser que os filhos do futuro sejam muito diferentes dos do presente.

O Tierry continuou a passar os dias atrás da Débora, que nitidamente tinha um fraquinho por ele, mas que tentava (sem grande convicção) resistir às investidas do rapaz, que diga-se é uma versão do Shrek com pele branca.

Finalmente o Tierry pediu um jantar a sós com a Débora e acabaram os dois aos beijos, emitidos em direto na televisão da sala, com todos a assistirem, como se de uma novela se tratasse.

A Sofia descontrolou-se completamente, organizou as mulheres todas para ficarem contra a "rival" e tem infernizado a vida à Débora, chegando ao ponto de lhe sujar a roupa toda com creme depilatório. Fina!!! Muito fina!!!

A Débora manteve-se calada e aguentou tudo durante uns dias até que se passou da cabeça e garantiu que se a outra continuasse a provocá-la ela não se ficava. E pronto, está a tenda armada. Que é como quem diz palhaços já temos, que comece o circo.

Eu, que não me costumo manifestar, vou fazê-lo.

A Sofia e o Tierry são dois cachopos que nem maturidade têm para resolver o fim de um namoro, quanto mais para criarem uma filha. Pobre criança.

A Sofia clama que quer que a respeitem, mas na vrdade foi ela mesma que se desrespeitou quando se enfiou na cama do ex-namorado, independentemente de lhe apetecer muito e ter muitas cócegas no grelo (desculpem), mas ela tem dedo não tem? Então coçava sozinha.

O Tierry não devia ter aceite os favores sexuais da Sofia se não tencionava continuar a dar-lhe saída. Desrespeitou-se e desrespeitou a filha, que mais tarde há-de ver. Mas não desrespeitou a Sofia. Ela fez isso sozinha.

A Débora não desrespeitou ninguém e foi apanhada no meio da confusão. Achou piada ao Tierry, tem dezanove anos e portanto não achou nada de mal em lhe dar uns "linguados au meunier". 

A opinião pública geral é de que a Débora é uma p..., que se meteu no meio de um casal e que não respeitou uma mãe. 

Tretas. Ela é livre e desimpedida e o Tierry fez-lhe um cerco cerrado. E ela tem dezanove anos. E até se tem portado benzinho, vá... 

As famílias da Sofia e do Tierry degladiam-se nas galas, uma coisa que seguramente a pequena Yasmin também verá daqui a uns anos.

Conclusão: De onde é que sai esta gente? Como é que é possível que os pais hoje em dia eduquem tão mal os filhos? quem é que deixou aqueles dois serem pais de alguém? 

Tenho dito!!!




O segredo da Rute

Começo por reafirmar que não fã de reality shows. De todo. 

Por motivos profissionais tenho de acompanhar os programas de domingo à noite da TVI e consequentemente os Big Brothers e Casas dos Segredos passaram de há uns dois anos para cá a fazer parte da minha vida. 

Tenho de estar atenta diariamente ao que se passa na "casa mais vigiada do país", acompanhar as nomeações, expulsões e muitos edredões...

Ontem, como sempre faço aos domingos à noite estava instaladinha no meu sofá com o meu bloco de apontamentos e os comandos da televisão na mão para acompanhar a expulsão da noite.

Até hoje, dos reality shows que vi nunca me tinha emocionado ou impressionado com nada nem ninguém. Ontem pela primeira vez vieram-me lágrimas aos olhos ao escutar a história da Rute.

Vou situar os que não acompanham o programa. 

No site oficial ela é apresentada assim: "A Rute tem 37 anos, vem de Setúbal e neste momento está desempregada. Com a participação na Casa dos Segredos pretende dar um futuro melhor à filha. Já trabalhou como vendedora, ajudante de cabeleireira, auxiliar de infância e já andou na apanha da minhoca e nas vindimas. Considera-se uma lutadora. Namora com um rapaz mais novo e não perdem uma boa festa".

durante a gala de ontem a Rute contou o seu segredo: "Fui torturada pela minha mãe".

"Eu era bebé e a minha mãe deixava-me a dormir numa tampa de uma mala de viagem, sozinha em casa durante todo o dia. Sem comer, suja de chichi e cocó e quando chegava a casa ainda me esfregava a cara na porcaria e dizia que qualquer dia me punha uma rolha no rabo para eu não fazer mais. Nós morávamos numa barraca e uma vez o meu pai deu-lhe com uma garrafa por causa da maneira como ela me tratava...".

A história continuou com a Rute a dar pormenores de uma infância infeliz, para dizer o mínimo, e que ninguém deveria conhecer, muito menos às mãos de uma progenitora.

Confesso que fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Com 37 anos aquela mulher parecia tão frágil, tão carente. É mãe de uma menina adolescente com quem mantém, ao que parece, uma relação afectuosa e muito próxima.

Saiu do programa ontem para os braços da filha e do namorado, mais novo, de apenas 24 anos que a pediu em casamento em direto (piroso, vá), afirmando o seu amor em frente a um país inteiro. Enfim... Esta parte era dispensável.

Mas a tristeza, a mágoa, a carência e a falta de afeto que vi nos olhos da Rute mexeu comigo... Porque nem os animais tratam assim os seus filhos...

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