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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Sobreviver aos saldos!

Especialmente quando se têm em casa duas adolescentes meio loucas que até já me informaram da data de início dos mesmos. A sério que já comecei a ter pesadelos com esta questão, mais ainda quando fui informada de que o Dolce Vita Tejo era o local eleito este ano para a maratona de saldos.

Eu, coitadinha de mim que já tenho uma certa idade e me canso facilmente já estou em estado catatónico só com a ideia dos empurrões, dos 'nunca há o meu número, tamanho, cor que eu preciso', filas nas caixas de pagamento, filas nos provadores, filas, filas, filas... Desculpem, mas não gosto da palavra bicha, acho depreciativa e feia. Bichas são aquelas coisas com que as nossas avós penduravam as cortinas nos postigos das janelas das portas das casas, que normalmente eram feitas em chita às florzinhas e franzidinhas, com ou sem folhinhos, dependendo do jeitinho de quem as confecionasse.

Posto isto, fiquem sabendo que, segundo a informação que a minha filha leu no Jornal de Negócios ou no Diário Económico, ou um do género que eu nem sabia que ela lia, mas ainda bem que lê, os saldos começam dia 29 de junho.

29 de junho é uma data a reter na memória. Se puder evite entrar num centro comercial. Se for como eu uma mãe de família com duas adolescentes a cargo tente minimizar os estragos. Como?

- Estabeleça um horário com as suas/seus consumidores. "Não posso chegar a casa depois das..."

- Não leve, sob pretexto nenhum o seu marido, eventualmente pai das crianças consigo. Adolescentes ou crianças já é mau, mas maridos nos saldos é mesmo coisa para uma pessoa tentar o suicídio.

- Estabeleça um limite de crédito por cabeça e não abra excepções, a não ser para si própria, mas tente que os seus acompanhantes não o percebam. Afinal você está a precisar de carinho consumista depois do que já sofreu atrás deles.

- Tente, vai ser difícil, mas não impossível, que façam listas daquilo que precisam e tente que as listas sejam seguidas. Funciona mais ou menos como a lista do supermercado, só que com camisas e calções no lugar das bolachas e das cenouras.

- Se achar que a coisa se está a tornar demasiado dolorosa puxe da sua veia de atriz, não diga que não tem nenhuma, todas as mulheres têm uma atriz dentro de si, e invente uma das suas famosas enxaquecas, retire-se para o carro com uma garrafa de água e um comprimido e deixe-as à solta mas nunca com muita liquidez. Só a suficiente para não lhe darem uma seca de 3 horas.

- Finalmente, no dia a seguir invente um compromisso, uma consulta médica, um almoço com uma amiga e escape-se desavergonhadamente para o seu centro comercial preferido e usufrua dos saldos. Experimente tudo o que lhe apetecer e compre o que lhe der na gana. Sem pressões nem olhos censuradores a criticar o seu excesso contra o suposto defeito delas (as suas crias, claro).

Posto isto vou-me confessar: eu adoro os saldos. É a palavra que consigo identificar em mais línguas e das que gosto bastante de ver nas montras seja lá onde for, desde que eu possa pelo menos comprar um topezinho ou um vestidinho, ou qualquer coisinha para fazer o gostinho aos quatro digitos do cartão.

O meu marido, que já me conhece para lá de bem, sempre que vê a palavrinha mágica numa montra, adopta a sua filosofia de vida mais inteligente.

- Querida, vou ali beber uma cervejinha, enquanto tu dás uma voltinha nas lojas.

Tão espertinho que ele é. Sempre que ele diz isto sinto-me orgulhosa da educação que tenho dado ao longo destes anos. É o único marido que quando ouve a célebre frase: "Não tenho nada para vestir", diante de um roupeiro a abarrotar de roupa, não se vira e responde: "Não tens como? O roupeiro parece que vai rebentar".

O meu, roam-se de inveja, vira-se para mim e diz: "Tadinha, tens que tirar uma tarde para ir fazer umas comprinhas".

É maravilhoso. Um dos segredos da nossa boa relação, esta forma que ele tem de me perceber no mais profundo do meu ser. A parte consumista, que tem vindo a melhorar ao longo dos tempos, sim que a crise afecta-nos a todos. Infelizmente.

Eu até tenho uma desculpa. Como não gosto de chocolate, o meu escape não pode ser devotrar uma caixa de bombons. Tenho mesmo de ir às compras, querem que faça o quê?

Não se esqueçam e anotem nas vossas agenda, telemóveis, ipads, iphones e outros i's - 29 de junho começam os SALDOS!

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