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Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Eu e o mundo

As minhas impressões, opiniões e outras coisas acabadas em ões sobre o mundo, pelo menos o mais próximo de mim.

Uma Noite em Casa de Amália

Esta semana fui com duas amigas ver o último musical do La Féria, "Uma Noite em Casa de Amália".

Impressões?

Chorei, ri, aplaudi entusiasticamente e saí de coração cheio e alma lavada.

O La Féria é de facto um génio nestas coisas e sabe, como ninguém, escolher os atores mais indicados para os papéis.

"Uma Noite em Casa de Amália" transportou-me de novo à minha terra de coração, o Brasil, através dos poemas e dos sambas de Vinicius de Moraes. Emocionou-me com os poemas de Ary dos Santos e a interpretação do ator que protagoniza o célebre poeta que é magistral. Maluda muito bem retratada no seu estilo direto e discreto e porte um pouco masculino. Natália Correia impertinente, inconveniente e brilhante como a original. David Mourão-Ferreira tão parecido que parece estarmos a olhar para o original. E Amália...

Vanessa Silva brilhante no papel de Amália. Sem pretensões a imitar o inimitável a jovem cantora tira partido da sua voz e arrebata o público com as suas interpretações.

Eu sou um bocadinho suspeita para enaltecer o espetáculo, porque sou absolutamente fã do La Féria, fã de fado, de samba e muito, mas muito fã de Vinicius.

Durante o tempo em que durou o espetáculo os meus olhos marejaram várias vezes, os meus lábios sussurraram os poemas, os sambas e os fados, as minhas pernas fizeram um enorme esforço para não se levantarem várias vezes da cadeira e a minha voz conteve-se outras tantas para não gritar: BRAVO.

Mas agora já estou liberta do apagar das luzes e do silêncio, por isso BRAVO!!!! BRAVO!!! BRAVO!!!

Aconselho a todos a irem assistir ao espetáculo, especialmente aos da minha geração que quase de certeza conhecem alguém que também esteve na guerra colonial, que conhecem ou souberam de alguém que foi vítima do antigo regime, que cresceram durante os primeiros anos sem conhecer a palavra liberdade.

Não sou apregoadora do 25 de abril e poucas memórias tenho desse dia, até porque tinha apenas sete anos, mas conforme fui crescendo fui tomando consciência da importância da "Revolução dos Cravos" e acho importantes estas abordagens que esclarecem algumas coisas e dão uma perspectiva mais intimista dos factos.

Houve um outro motivo que me fez adorar o espetáculo. Embora fã de fado nunca fui grande fã de Amália. Reconheço-lhe a grandiosidade, mas não fui nunca grande fã do seu registo. Gostos, certo? Todos temos os nossos.

Há uns anos atrás quando vi o filme "Amália", mudei um bocadinho de opinião a seu respeito. Conheci um pouco mais da diva do fado, do seu lado mulher, humana, apaixonada, atormentada como quase todos os artistas.

Com o musical essa opinião cresceu um pouco mais, ou reforçou-se e como se diz na minha terra: Só os burros é que não mudam de opinião!

E eu posso ser muita coisa, mas burra... só em algumas coisas.

Posso não ser a maior fã da fadista, mas sou fã da mulher ela era.

"Uma Noite em Casa de Amália. Não deixem de ver e emocionem-se!

 

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